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O conhecimento sobre Yoga

O yoga é o recolhimento [nirodha]
dos meios de expressão[vrttis] da mente [citta];

“Se você puder controlar as ondulações da mente, você vivenciará o Yoga.”

A mente básica é chamada ahamkara, ou o ego, o sentimento do “Eu”. Isto faz surgir o intelecto ou faculdade de discernimento que é chamada buddhi. Outro nível é chamado manas, a parte da mente que deseja, que sente atração pelas coisas exteriores através dos sentidos.

Todas as alterações mentais têm origem 
nas diferenças recebidas do mundo exterior.

Os meios de expressão da mente (citta) são chamados: evidência [pramana], inventividade [viparyaya], imaginação [vikalpa], sono [nidrá] e memória [smrti]

1. As evidências [pramana] são a percepção direta (física), a inferência (mental) e o testemunho.
2. Inventividade [viparyaya] é um conhecimento derivativo que leva a formas que não são aquela [que originou o conhecimento]. 
3. Imaginação [vikalpas] é o resultado do conhecimento adquirido pela palavra, desprovido de existência real. Uma imagem que surge quando se ouvem meras palavras sem qualquer realidade (como sua base) criando assim uma ilusão verbal.
4. O sono [nidra] é um meio de expressão sustentado pela experiência de não existir. Não pense que não há nenhum pensamento durante o sono. Se não houvesse pensamento algum e você estivesse completamente inconsciente, nem mesmo sentiria que havia dormido. Você não soube de nada, mas sabe que não soube de nada.
5. A memória [smrti] é a retenção (não-perda) do objeto percebido. As lembranças vêm de duas maneiras: sonhos, que são lembranças que vêm à tona quando dormimos; e “sonhos diurnos”, que são lembranças que surgem durante o dia.

Seu recolhimento [ou seja, o nirodha desses cinco meios de expressão] 
advém da disciplina e do desapego.

A disciplina é o esforço em permanecer nele [nesse recolhimento]; Ele [o recolhimento], então, praticado assiduamente com atenção e continuidade por um longo tempo, torna-se uma condição consolidada.

O desapego é o sinal da vontade perfeita daquele que está indiferente aos objetos já vistos ou dos quais se ouviu falar. Em decorrência disso, [o desapego] é a indiferença às qualidades materiais [gunas] das coisas nas quais o espírito [Purusa] se revela.

Para atingir o Nirodha, necessitamos de todas estas três qualidades:
paciência, devoção e fé.

Assim, quando a mente está livre de interesse pessoal, através da disciplina e do desapego, cultivando paciência, devoção e fé, nosso trabalho é bem feito e sentimo-nos alegres. Isto é Yoga. Se nossas mentes estão livres de egoísmo e se há sacrifício na vida de cada um, o próprio mundo torna-se um paraíso, um lar de paz e bem-aventurança. 

Tudo nesta vida é doação. Sacrifício é a lei da vida.

Não são apenas os santos, mas tudo na natureza – árvores, pássaros, animais – todos vivem para salvação de outros. Por que uma vela se queima e se desfaz? Para dar luz. Por que a varinha de incenso se transforma em cinza? Para dar aroma. Por que uma árvore cresce? Para dar frutos e flores. Há alguma coisa neste mundo, animada ou inanimada, que viva para seu próprio benefício? Não. Enquanto a natureza toda se sacrifica, por que devemos apenas nós seres humanos ter vidas egoístas? 

Estamos aqui para doar e doar e doar.
O que nos for devido virá sem que nos preocupemos com isto.

Luz, Paz e Amor.
O.:.S.:.S.:.

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