“Se você puder controlar as ondulações da mente, você vivenciará o Yoga.”
A mente básica é chamada ahamkara, ou o ego, o sentimento do “Eu”. Isto faz surgir o intelecto ou faculdade de discernimento que é chamada buddhi. Outro nível é chamado manas, a parte da mente que deseja, que sente atração pelas coisas exteriores através dos sentidos.
Os meios de expressão da mente (citta) são chamados: evidência [pramana], inventividade [viparyaya], imaginação [vikalpa], sono [nidrá] e memória [smrti]
A disciplina é o esforço em permanecer nele [nesse recolhimento]; Ele [o recolhimento], então, praticado assiduamente com atenção e continuidade por um longo tempo, torna-se uma condição consolidada.
O desapego é o sinal da vontade perfeita daquele que está indiferente aos objetos já vistos ou dos quais se ouviu falar. Em decorrência disso, [o desapego] é a indiferença às qualidades materiais [gunas] das coisas nas quais o espírito [Purusa] se revela.
Assim, quando a mente está livre de interesse pessoal, através da disciplina e do desapego, cultivando paciência, devoção e fé, nosso trabalho é bem feito e sentimo-nos alegres. Isto é Yoga. Se nossas mentes estão livres de egoísmo e se há sacrifício na vida de cada um, o próprio mundo torna-se um paraíso, um lar de paz e bem-aventurança.
Tudo nesta vida é doação. Sacrifício é a lei da vida.
Não são apenas os santos, mas tudo na natureza – árvores, pássaros, animais – todos vivem para salvação de outros. Por que uma vela se queima e se desfaz? Para dar luz. Por que a varinha de incenso se transforma em cinza? Para dar aroma. Por que uma árvore cresce? Para dar frutos e flores. Há alguma coisa neste mundo, animada ou inanimada, que viva para seu próprio benefício? Não. Enquanto a natureza toda se sacrifica, por que devemos apenas nós seres humanos ter vidas egoístas?

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